Não gosto muito de escrever estes textos de introdução, com algumas exceções, mas ia ficar estranho eu começar a escrever meu diário direto no blog. Vou fazer isso por motivos bem práticos e considerando que ninguém lê mesmo.
Desde meus doze anos mantenho diários escritos à mão. Isso me salvou de sucumbir em diversos momentos. Em outros, foi a minha condenação.
Ao longo deste período, eles mudaram muito. Garotos, roupas, melhores amigas, festas, problemas familiares, álcool, cigarro, uma visão distorcida do meu mundo, pensamentos depressivos, desejo de morte, reflexões profundas sobre a vida e o mundo, a doença, novamente os garotos (agora já nem tão garrotes assim), muito álcool… até o pensamento de morte novamente.
Acontece que eu penso demais e quero expressar tudo que acontece na minha cabeça. A única forma que tenho de fazer isso é escrevendo. Eu nem sei falar direito. Também não vou cantar ou coisa do tipo. E, embora tente, desenho mal pra caralho.
Tem aquela coisa de meus pensamentos voarem na velocidade da luz, enquanto minha mão é só uma bicicleta sem marchas. Meus problemas mentais às vezes também me deixam semicapaz por dias. Mas o que tem pegado ultimamente é a tendinite. Escrevo umas poucas linhas e já estou com dor. Além disso, meu tremor aumentou bastante no último período e minha letra está horrível – eu gostava tanto dela.
Recapitulando. Tenho um blog que ninguém lê. Adoro escrever à mão, mas se tornou difícil e doloroso. Então, vou manter os dois. Vou trazer o diário para cá e vou manter as coisas mais escabrosas no caderno.
Não sei nem por que estou explicando isso. Acho que é para mim mesma no futuro.

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